um oferecimento de


publicidade

TODOS OS LINKS DESTA EDIÇÃO LEIA A VERSÁO DIGITAL DESTA EDIÇÃO

PINGA PIX

Receba sua dose diária de diversão

COLUNISTAS

voltar para Colunistas

LIFE BITS

NEUTRALIDADE DA REDE DJÁ

por Michel Lent Schwartzman

Anote aí uma expressão gringa na qual você deve ficar ligado, pois ela procura proteger a sua vida na internê: "net neutrality". Segundo a gloriosa Wikipédia, "neutralidade da rede significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando na mesma velocidade. É esse princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede".

E por que você tem que ficar ligado nesse tema? Porque no Brasil a neutralidade da rede já não é mais uma realidade em boa parte dos provedores de banda larga. Ou seja, essas empresas que provêm acesso para as nossas casas estão propositalmente regulando a velocidade de determinados sites, fazendo com que o download seja sensivelmente mais lento. Ou seja, você contrata um plano de 4Mbp/s, mas, em determinados sites, o máximo que vai conseguir de velocidade de download é 1/4 disso, ou menos.

Mas se o download de um site é lento quer dizer que seu provedor de banda larga está regulando a velocidade? Não obrigatoriamente. Há diversas questões na transmissão de dados via internet, como congestionamento de conexões (tipo assim, muita água passando num cano muito estreito) ou mesmo sites sobrecarregados (no caso o cano do site tá entupido, sacou?). Mas o fato é que, em cima desses problemas "naturais" que a internet pode enfrentar, há sim uma tendência para que muitos provedores regulem propositalmente a velocidade de determinados sites.

Mas eles fazem isso porque são "do mal"? Não exatamente. O que acontece é que determinados sites acabam sim consumindo uma enormidade de banda (tipo, usam muita água), e isso acaba por sobrecarregar a conexão de todos (tipo, se algumas pessoas usarem muita água, acaba não tendo água pra todo mundo).

Fato é que, se o princípio de neutralidade da rede não for preservado, alguns sites e serviços muito legais (tipo YouTube, Last.fm ou Skype) vão acabar tendo sua velocidade regulada, e isso pode de certa forma acabar com nosso livre "ir e vir" pela rede, fazendo com que a internet não seja mais uma rede onde cada um faz o que quer, mas sim um serviço com acesso regulado.

Você gostaria de ter que pagar a mais para acessar o YouTube ou o Skype? Pois é, pode ser para aí que a gente esteja caminhando, caso a tal da neutralidade da rede realmente acabe.

Michel Lent Schwartzman

é publicitário, interativo e diretor de criação da 10’ Minutos.