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O blogueiro que escreve nesta edição convida o próximo.
por Marisa Toma , do www.objetosdedesejo.com
A Internet vive de novas ondas, e a gente, obviamente, se empolga. Uma rede social aqui, um serviço colaborativo ali, um Messenger acolá. Mas nada me empolgou tanto nos últimos tempos quanto o Twitter. Existe algo muito gratificante na liberdade de escrever sobre o que se faz e quando se faz, e ainda por cima com feedback imediato dos seus amigos. Pense em uma sala de bate-papo dos portais nos anos 90, só que de bolso. E a cada dia as pessoas descobrem novos usos: organização de eventos, classificados, promoções... Por aí já dá para perceber por que o Twitter virou febre mundial. E também o porquê do desespero com a instabilidade da ferramenta atualmente. Não é de hoje que o Twitter fica fora do ar. De acordo com um relatório da Royal Pingdom, nos primeiros 4 meses de 2008 o Twitter ficou fora do ar 37 horas e 16 minutos. Ou seja, ele funciona 99% do tempo. Isso não é ruim, já que o Twitter é grátis. Nem incomum – quantas vezes o Orkut lhe disse “No donut for you”? Mas tente dizer isso para quem quer comemorar um gol ou marcar encontro com amigos num bar. Cada minuto offline é pura agonia. Ultimamente os brasileiros estão fugindo para serviços concorrentes, como o Jaiku, o FriendFeed e o Pownce. E muitas arrobas (como são carinhosamente conhecidos os usuários do Twitter) estão em campanha para essa mudança. Mas eu sou muito cética a respeito dessa substituição. Quando funciona, ele é simples, é rápido, é padrão. Todos os seus amigos estão lá. Você já gastou meses construindo uma base de seguidores e aprendendo truques. E, principalmente, mudar é doloroso e contra a natureza humana. Eu gosto do Twitter. Eu vou continuar lá. E Twitter de Jaiku é Pownce.
Marisa passa a bola pra Lalai, do www.lalai.net
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